terça-feira, 27 de julho de 2010

a ronda dos aflitos

A contagem decrescente tem este efeito: abrir um canal directo, uma veia para o futuro iminente. E esta é sempre uma das experiências eminentes do ser humano: Aproximar-se vertiginosamente do que está para acontecer, na sofreguidão de viver, de ser. Viajar é sempre este abrir as veias e deixar escorrer a vida numa hemorragia de vivências e experiências

segunda-feira, 26 de julho de 2010

os dias voam em sonhos persas

Quase de abalada! E relembro o belo título do filme de Kiarostami: O vento levar-nos-á por entre as oliveiras! Será que a vida nos levará por entre as sombras das viagens? Não é cada viagem, à sua maneira, uma sombra da vida?

Lá, na terra crestada - mais de 45º, neste momento, em alguns lugares do Irão- encontrarei ainda os vestígios, as sombras de Alexandre, fantasma perdido nos desertos de um Império sem sombra? Do Mar Cáspio, sem água salgada e por isso lago, até ao Golfo Pérsico, de uma só golfada, de uma só golada irei beber milhares de anos de história, viajante-arqueólogo que descobre dentro de si o presente feito de mil e um passado.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Como chegar ao irão?

Cada vez que anuncio uma viagem a mim mesmo, é como se a eternidade caísse toda dentro do tempo e eu ficasse enredado nesse labirinto do eterno. Quando é que o meu desejo de ir ao irão começou? Em que momento da minha vida, é que esta viagem começou? Ainda antes de nascer?